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Pecado Contra Vontade Ninguém escolhe o seu temperamento e nem tampouco as suas qualidades ou as suas deficiências. Você já nasce com eles. Pecado Contra Vontade aborda com inteligência a influência do comportamento temperamental humano no relacionamento diário com Deus e com o próximo. Você será conduzido a uma viagem comportamental minuciosa e comovente começando pelo tempo remoto em que o Supremo Criador atuava direta e intimamente na vida de sua criatura. Esse livro traça um perfil das atitudes e reações de vários personagens bíblicos históricos, e faz com que o leitor possa se identificar temperamentalmente com eles para então saber a resposta da inquietante pergunta: “Por que cometo erros mesmo contra a minha vontade?” Ao final, são sugeridos ao leitor dois caminhos para o controle da sua individualidade, além de uma avaliação conclusiva para o auto-conhecimento de cada uma de suas qualidades e de suas deficiências temperamentais. |
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Inf. Técnicas: Formato 14x21cm, 328 págs. |
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(...) As referências pessoais de que “fulano tem um gênio muito difícil” ou de que “beltrano tem o seu lado bom”, para justificar qualquer coisa que foi praticada por ele, são triviais no ser humano. Na verdade, o “gênio difícil” e o “lado bom” têm tudo a ver com o comportamento temperamental predominante do indivíduo, considerado a respeito de suas características particulares. Cada pessoa natural possui particularidades constituídas pelo lado bom, das qualidades, e pelo lado mal, das deficiências. Essas qualidades e deficiências formam a personalidade temperamental ou caráter pessoal. (...) O temperamento de um indivíduo está intimamente ligado a uma boa ou má convivência social e espiritual. Algumas das deficiências temperamentais, como o egoísmo, a vaidade, a vingança, a desconfiança, a impaciência e a intolerância, são mais favoráveis a relacionamentos pessoais tenebrosos e, conseqüentemente, às transgressões de preceitos religiosos. (...) As deficiências e as qualidades temperamentais são o modus vivendi do ser humano, ou seja, a maneira de viver de cada indivíduo. Pode ser considerado o início e o resultado final do comportamento humano na sociedade em que se vive. Parafraseando um autor anônimo, no futuro já não importará mais se você possuía e qual era a marca do carro que dirigia, a mansão ou casebre em que morava, o montante da sua conta bancária, as jóias e as roupas adquiridas; no entanto, as pessoas que viveram ao seu lado serão melhores se você foi importante na vida delas. (...) A malícia e a crueldade desse negócio escravista é de causar espanto. O valor da venda não significou nada para os irmãos traiçoeiros – míseras 20 moedas de prata, valor de um escravo inválido da época –, diante da satisfação vingativa de se libertarem da incômoda presença do mais novo. Após a ultimação do negócio sujo, aqueles irmãos, friamente e sem qualquer ressentimento, tomaram a “túnica” de José e a embeberam no sangue de um bode sacrificado, a fim de enganar o pai. “Sim, é a túnica de meu filho! Certamente algum animal selvagem o despedaçou e devorou”. Este foi o mau exemplo que aprenderam, sem qualquer esforço, do próprio pai Jacó: o da usurpação e o do engano. (...) Não importa o lugar nem as adversidades, o bom caráter deve conservar-se sempre inalterado. (...) Imagine esse momento mágico em que um jovem expatriado, rejeitado pela própria família e vendido como escravo, esteve frente a frente com um rei de uma poderosa nação da época, rodeado pelos famosos estudiosos e magos da corte, ouviu atentamente um enigma real para, sem temor ou receio, interpretá-lo. É como se ele dominasse cabalmente uma matéria ao ser sabatinado. A sua confiança e a sua fé em Deus, confessadas publicamente, eram espantosas mesmo sabendo do risco de vida, pois o próprio Faraó se considerava um deus. (...) Deus tem sempre o melhor plano e o tempo propício, não importa se em minutos, horas, dias ou anos, para concretizá-lo, pois somente Ele avalia interiormente quem deve ser modelado. (...) Certamente alguns dos leitores deste capítulo, que também têm as deficiências temperamentais que os arrastam às reclamações sem conta, já se estressaram somente de tomar conhecimento da dieta alimentar diária dos hebreus: quatro décadas comendo o mesmo tipo de carne e de pão, sem variedades! E, se isso serve de consolo, os israelitas se portaram do mesmo modo: “E que saudade dos pepinos, dos melões, das verduras, das cebolas e dos alhos. Mas agora se acabaram as nossas forças. Não há mais nada para comer, e a única coisa que vemos é esse maná”. É admissível, neste ponto, destacar que as circunstâncias da vida nem sempre são favoráveis aos gostos e desejos pessoais; assim sendo, deve-se procurar gozar a vida diariamente, sabendo aproveitá-la sem traumas, em constante adaptação do momento e, na medida do possível, com boa dose de tolerância temperamental. A murmuração só aumenta a dor e o sofrimento. (...) O proveitoso neste acontecimento foi o magnânimo modelo do genuíno perdão: o que se interioriza no indivíduo à maneira instantânea e incondicional. Paradoxalmente, o objetivo primário está no ofendido perdoar por si mesmo. Após julgar-se afrontado (especificamente o irascível temperamental), perdoe “por você” sem estabelecer condições ou restrições. Não externe o seu feito; diga apenas no mais íntimo da sua alma: “Eu o perdôo por isto!”. O elogiável perdão público, não secreto, deve ser levado a efeito somente quando demandado pelo conscientizado ofensor (nem sempre o que é ofensa para uns é para outros; diferentes vezes o agressor se manifesta de maneira impetuosa, fere sentimentos, sem nem ao menos formar idéia disto). Se não houver o perdão interior imediato, o ressentimento pode tomar vulto (dependendo do temperamento dominante, algumas pessoas não prosseguem mais à frente, todavia encarceram esta mágoa no coração). Da mesma forma, o ressentimento não remido fecunda o ódio. Daí à vingança é um pequeno passo, e onde reside o maior perigo: aquele que recebeu a ofensa, de vítima inicial passa à condição de culpado final. Conseqüências múltiplas de um mal não interceptado na sua fase embrionária. (...) Existem os que preconizam as boas qualidades de quem fala francamente o que pensa sem esconder nada. Teoricamente isto pode significar boa educação, entretanto tem força esmagadora contra os incautos em potencial. O mesmo pode ser dito das palavras silenciosas expressadas pelos olhos, pela inclinação da cabeça, pelo franzir da testa, e até pelo abrir ou fechar de uma porta. Um conflito pode ser suscitado pelo simples modo de exprimir-se por meio de palavras sem constrangimentos ou por aquelas não-verbais. (...) O domínio próprio das qualidades e das deficiências temperamentais deve ter por finalidade principal o aperfeiçoar daquelas, e o metamorfosear destas como forma de amor individual e coletivo. Às vezes isso significará lidar com circunstâncias adversas que não podem ser mudadas e assim ter de conviver pacificamente com elas. |
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