Ditados, Provérbios e Seus Princípios Bíblicos

Não há quem não ache inspiração ou encontre sabedoria quando lê um ditado ou um provérbio. Utilizados fartamente na forma de expressão verbal, eles manifestam o mais puro saber trivial, com noções essenciais de bom comportamento e de bom costume. Mas, onde seus criadores obtiveram estímulo para comporem ditos como “Uma andorinha só não faz verão”, “Ninguém diga dessa água não beberei”, “Roupa suja se lava em casa”, e outros?
Após uma exaustiva pesquisa de milhares de ditados, provérbios e máximas em quatro línguas e povos diferentes, o autor chegou à conclusão de que a grande maioria deles teve inspiração nas Escrituras Sagradas.
Então, foi feita uma seleção criteriosa dos mais expressivos ditados e provérbios populares, sugerindo os seus significados e aplicando os textos dos princípios bíblicos correspondentes.
“Ditados, Provérbios e Seus Princípios Bíblicos” é uma obra editorial para consulta diária, que traz mais de 700 ensinamentos de sabedoria para um proveitoso viver cotidiano.

Inf. Técnicas: Formato 14x21cm - 130 págs.
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Uma andorinha só não faz verão.

Onde consentem dois, ponham-se albarda.

Mais vêem dois olhos que um (sic). (Igual) Mais vêem quatro olhos que dois.

 

É uma exaltação à ação coletiva, além de uma advertência de que um ato isolado e único não pode consagrar um costume.

Em sentido análogo, os benefícios do auxílio mútuo e da união são louvados nesses ditados e nessa máxima.


De união nasce a força. (Igual) A união faz a força.

Uma mão lava outra (e as duas lavam o rosto).

Conhece-se a força dos bois é na subida do morro.

A tempestade arranca a árvore solitária.
 

Princípios bíblicos:

“É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais. Se uma delas cai, a outra a ajuda a se levantar. Mas, se alguém está sozinho e cai, fica em má situação porque não tem ninguém que o ajuda a se levantar. Se faz frio, dois podem dormir juntos e se esquentar, mas um sozinho, como é que vai se esquentar? Dois homens podem resistir a um ataque que derrotaria um deles se estivesse sozinho. Uma corda de três cordões é difícil de arrebentar” (Eclesiastes 4.9-12).

Desde o princípio da criação Deus afirmou que “não é bom que o homem esteja só”, e criou para ele uma companheira, abolindo de vez o isolamento da vida. O ser humano requer amor, ajuda mútua e apoio de quem está em derredor. Isolado, ele se perde.

“Não consigo dormir; sou como um pássaro solitário em cima do telhado” (Salmo 102.7).

Em coletividade, o homem tem muita força.

“E afirmo a vocês que isto também é verdade: todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18.19,20).


O peixe morre pela boca.

Comamos e bebamos que amanhã morreremos.

Come para viver, não vivas para comer.
 

A gula é considerada um dos pecados capitais. O glutão pode morrer pelo seu apego em demasia à comida ou à bebida. Saber alimentar-se bem, e não em quantidade, é uma forma de alongar a duração da vida. De mais a mais, deve-se observar o predomínio do espírito sobre o físico.

 

Nem só de pão vive o homem.

 

Princípios bíblicos:

“Mete uma faca à tua garganta, se és homem glutão” (Provérbios 23.2).

“Quem ama os prazeres passará necessidade, quem ama o vinho e a boa comida nunca ficará rico” (Provérbios 21.17).

“As invejas, as bebedeiras, as glutonarias e outras coisas parecidas com essas. Repito o que já disse: os que fazem essas coisas não receberão o Reino de Deus” (Gálatas 5.21).

“Jesus respondeu: - As Escrituras Sagradas afirmam: ´O ser humano não vive só de pão, mas vive de tudo o que Deus diz´.” (Mateus 4.4).

“Ele os deixou passar fome e depois lhes deu para comer o maná, uma comida que nem vocês nem os seus antepassados conheciam. Deus fez isso para que soubessem que o ser humano não vive só de pão, mas vive de tudo o que o Senhor Deus diz” (Deuteronômio 8.3).

Conforme ensina a tradição judaica, o sábio rei Salomão escreveu esses preceitos de como aproveitar bem a vida quando ele já estava, na sua velhice, desiludido com os prazeres efêmeros de um viver voltado exclusivamente para os bens materiais como busca da felicidade:

“Então cheguei a esta conclusão: a melhor coisa que uma pessoa pode fazer durante a curta vida que Deus lhe deu é comer e beber e aproveitar bem o que ganhou com o seu trabalho. Essa é a parte que cabe a cada um. Todos nós devemos comer e beber e aproveitar bem aquilo que ganhamos com o nosso trabalho” (Eclesiastes 5.18; 3.13).

“Por isso, estou convencido de que devemos nos divertir porque o único prazer que temos nesta vida é comer, beber e nos divertir. Podemos fazer pelo menos isso enquanto trabalhamos durante a vida que Deus nos deu neste mundo” (Eclesiastes 8.15).


Antes tarde do que nunca.

Quem espera sempre alcança.

(Variante) Dos males o menor.

Antes fanhoso que sem nariz. (Igual) Antes focinho que sem nariz.

 

A confiança em conseguir o que se deseja jamais deve acabar, ainda que o esperado não aconteça no momento julgado como oportuno. As pessoas otimistas consideram a esperança um medicamento com qualidades balsâmicas para minorar qualquer dor.
 

Enquanto há vida há esperança.

A esperança é a última que morre.

A esperança conforta a alma, honra e vida.

As obras sem esperança são como o corpo sem alma.

Tudo é leve de perder onde a esperança não for.
 

Princípios bíblicos:

“A vontade de viver mantém a vida de um doente, mas, se ele desanima, não existe mais esperança” (Provérbios 18.14).

“A esperança adiada faz o coração ficar doente, mas o desejo realizado enche o coração de vida” (Provérbios 13.12).

“Mas, enquanto se vive neste mundo, existe alguma esperança, porque é melhor ser um cão vivo do que um leão morto” (Eclesiastes 9.4).

“Porque há esperança para a árvore, pois, mesmo cortada, brota de novo e torna a viver” (Jó 14.7).

“A esperança dos bons traz alegria, mas os planos dos maus dão em nada” (Provérbios 10.28).

“Sentir-te-ás seguro, porque haverá esperança; olharás em derredor e dormirás tranqüilo. Você viverá seguro e cheio de esperança, Deus o protegerá, e você dormirá seguro” (Jó 11.18).

“Os pobres não serão esquecidos para sempre, e os necessitados não perderão para sempre a esperança” (Salmo 9.18).

“E eu, Senhor, que espero? Tu és a minha esperança” (Salmo 39.7).

“Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, cuja esperança está no Senhor seu Deus” (Salmo 146.5).


Em boca fechada não entra mosca.

Quem fala muito espinha a língua.

Quem muito fala dá “bom dia” a cavalo. (Igual) Quem conversa muito dá bom dia a cavalo.

Quem diz o que quer ouve o que não quer.

Sem papas na língua.

 (Variante) Quando tem muita trovoada é sinal de pouca chuva. (Igual) Muito trovão é sinal de pouca chuva.

 

Geralmente quem fala em demasia, sem pensar no que diz, é imprudente, comete impropérios e provoca respostas indesejáveis. Além disso, o tagarela costuma levar inadvertidamente os seus problemas familiares para fora do âmbito doméstico.
 

Roupa suja se lava em casa.
 

Saber silenciar, em certas ocasiões e nos momentos oportunos, pode ser mais sensato.
 

Falar é prata calar é ouro.

Bem fala quem bem cala.

Dizer a verdade às vezes é prejudicial, quando calar é mais oportuno. 5

Não se é sábio por muito falar.
 

Ficar em silêncio como opção de não ofender o interlocutor, nem sempre é a melhor saída.
 

Quem cala consente.

O silêncio equivale a uma confissão.
 

Princípios bíblicos:

“Quem toma cuidado com o que diz está protegendo a sua própria vida, mas quem fala demais destrói a si mesmo” (Provérbios 13.3).

“Se você não quer se meter em dificuldades, tome cuidado com o que diz” (Provérbios 21.23).

“No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente” (Provérbios 10.19).

“É tolice tratar os outros com desprezo; o homem prudente prefere ficar calado” (Provérbios 11.12).

“Quem controla as suas palavras é sábio, e quem mantém a calma mostra que é inteligente. Até um tolo pode passar por sábio e inteligente se ficar calado” (Provérbios 17.27,28).

“Tua própria boca te condena; teus próprios lábios testificam contra ti” (Jó 15.6).

O Apóstolo Paulo instruiu os cristãos sobre os falatórios inúteis, que para nada são aproveitados.

“Dá testemunho a todos perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes. Evita, igualmente, os falatórios inúteis e profanos, pois os que deles usam passarão a impiedade ainda maior” (2Timóteo 2.14).

Jesus Cristo advertiu sobre a importância de se guardar bem as palavras.

“Eu afirmo a vocês que, no Dia do Juízo, cada pessoa vai prestar contas de toda palavra inútil que falou. Porque as suas palavras vão servir para julgar se você é inocente ou culpado” (Mateus 12.36,37).

“Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1.19).

“Não faleis mal de ninguém” (Tito 3.2).


Quem dá aos pobres empresta a Deus. (Igual) Quem dá ao humilde empresta a Deus.

A esmola não empobrece, mas para o céu enriquece.

A água apaga o fogo e a esmola resiste aos pecados.

A vontade benevolente de ajudar o próximo necessitado é uma grande virtude enaltecida nos ensinamentos bíblicos. O benfeitor jamais sentirá falta do que deu.

Dá, e tua riqueza crescerá; dá, e com mais segurança guardarás a riqueza que tens.

Princípios bíblicos:

“Ser bondoso com os pobres é emprestar ao Senhor, e ele nos devolve o bem que fazemos. Ajuda os pobres e os necessitados” (Provérbios 19.17; 31.20).

“Quem dá aos pobres não passará necessidade, mas quem faz de conta que os pobres não existem será muito amaldiçoado” (Provérbios 28.27).

“A pessoa correta se interessa pelos direitos dos pobres, porém os maus não se importam com essas coisas” (Provérbios 29.7).

“Quem recusar ouvir o grito do pobre também gritará e não será ouvido” (Provérbios 21.13).

“Não te furtes a fazer o bem a quem de direito, estando na tua mão o poder de fazê-lo. Não digas ao teu próximo: Vai e volte amanhã; então, to darei, se o tens agora contigo” (Provérbios 3.27,28).

“Se alguém lhe pedir alguma coisa, dê; e, se alguém lhe pedir emprestado, empreste” (Mateus 5.42).

Não somente ajudar o necessitado, como, além disso, pleitear em seu favor.

“Fale a favor daqueles que não podem se defender. Proteja os direitos de todos os desamparados. Fale por eles e seja um juiz justo. Proteja os direitos dos pobres e dos necessitados” (Provérbios 31.8,9).

“A luz brilha na escuridão para aqueles que são corretos, para aqueles que são bondosos, misericordiosos e honestos. Feliz aquele que tem pena dos outros e empresta generosamente e que dirige os seus negócios com honestidade” (Salmo 112.4,5).

“Para Deus, o Pai, a religião pura e verdadeira é esta: ajudar os órfãos e as viúvas nas suas aflições. Por exemplo, pode haver irmãos e irmãs que precisam de roupa e que não têm nada para comer. Se vocês não lhe dão o que eles precisam para viver, não adiante nada dizer: ´Que Deus os abençoe! Vistam agasalhos e comam bem´. Portanto, a fé é assim: se não vier acompanhada de ações, é coisa morta” (Tiago 1.27; 2.15-17).

“Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita. Portanto, sempre que pudermos, devemos fazer o bem a todos” (Gálatas 6.9,10).

“Portanto, dêem aos pobres o que está dentro dos seus copos e pratos, e assim tudo ficará limpo para vocês. Vendam tudo o que vocês têm e dêem o dinheiro aos pobres. Arranjem bolsas que não se estragam e guardem as suas riquezas no céu, onde elas nunca se acabarão; porque lá os ladrões não podem roubá-las, e as traças não podem destruí-las” (Lucas 11.41; 12.33).

A caridade bem feita em tempo nenhum olha o interesse próprio.


Faça com a mão direita sem que a esquerda veja.

Princípios bíblicos:

Vem de um grupo social agrícola, dos primórdios da humanidade, o exemplo de caridade aos necessitados.

“Pode acontecer que na colheita do trigo ou da cevada você esqueça de pegar um feixe de espigas; nesse caso, não volte para pegá-lo, mas deixe-o lá no campo para os estrangeiros, para os órfãos e para as viúvas. Assim o Senhor, nosso Deus, abençoará tudo o que você fizer. Na colheita das azeitonas, depois que você sacudiu as oliveiras, não volte para pegar as azeitonas que ficaram nas árvores; deixe-as para os estrangeiros, para os órfãos e para as viúvas. E faça só uma colheita de uvas nas suas plantações; as uvas que ficarem nos pés serão deixadas para os estrangeiros, para os órfãos e para as viúvas” (Deuteronômio 24.19-21).

“Em tudo tenho mostrado a vocês que é trabalhando assim que podemos ajudar os necessitados. Lembrem das palavras do Senhor Jesus: ´É mais feliz quem dá do que quem recebe´.” (Atos 20.35).

Muitos ignoram as dificuldades dos indigentes e ainda contribuem para o aumento da sua miséria, através do vexame e da desfeita.


Vaidade em pobre é defeito e em rico é enfeite.

Quando pobre come galinha um dos dois está doente.

O pobre é canhão de quem tem.

A fatia do pobre cai sempre com a manteiga voltada para o chão.

Ao pobre até os cães ladram.

Ao pobre até os cães lhe mijam nas pernas.

Pobre quando acha ovo é goro.

Uns com tanto, outros com tão pouco.

“Pobre come carne quando morde a língua”, sem querer. Por ora, esta terra arando ele espera o acontecer.

Princípios bíblicos:

“Desprezar os outros é pecado, mas aquele que faz o bem aos pobres é feliz. Quem persegue os pobres insulta a Deus, que os fez, mas quem é bom para eles honra a Deus” (Provérbios 14.21,31).

“O que oprime ao pobre para enriquecer a si ou o que dá ao rico certamente empobrecerá. Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem oprimas em juízo ao aflito, porque o Senhor defenderá a causa deles e tirará a vida aos que os despojam” (Provérbios 22.16,22-23).

“Eu sempre achei que a sabedoria é melhor do que a força; mas ninguém acredita que uma pessoa pobre pode ser sábia e ninguém presta atenção no que ela diz” (Eclesiastes 9.16).

Se já não bastasse o infortúnio da falta de sustento, até os familiares e amigos do pobre o abandonam nessa hora.


Pobre não tem amigo nem parente.

Princípios bíblicos:

“O pobre é desprezado até pelo seu vizinho, mas o rico tem muitos amigos” (Provérbios 14.20).

“Os ricos arranjam muitos amigos, mas o pobre não consegue nem conservar os poucos que tem” (Provérbios 19.4).

“Se o pobre é desprezado até pelos seus próprios irmãos, não é de admirar que os seus amigos se afastem dele. Ele se cansa de procurar os amigos, mas eles não se importam com ele” (Provérbios 19.7).


Uma andorinha só não faz verão.

Onde consentem dois, ponham-se albarda.

Mais vêem dois olhos que um (sic). (Igual) Mais vêem quatro olhos que dois.

É uma exaltação à ação coletiva, além de uma advertência de que um ato isolado e único não pode consagrar um costume.

Em sentido análogo, os benefícios do auxílio mútuo e da união são louvados nesses ditados e nessa máxima.

De união nasce a força. (Igual) A união faz a força.

Uma mão lava outra (e as duas lavam o rosto).

Conhece-se a força dos bois é na subida do morro.

A tempestade arranca a árvore solitária.

Princípios bíblicos:

“É melhor haver dois do que um, porque duas pessoas trabalhando juntas podem ganhar muito mais. Se uma delas cai, a outra a ajuda a se levantar. Mas, se alguém está sozinho e cai, fica em má situação porque não tem ninguém que o ajuda a se levantar. Se faz frio, dois podem dormir juntos e se esquentar, mas um sozinho, como é que vai se esquentar? Dois homens podem resistir a um ataque que derrotaria um deles se estivesse sozinho. Uma corda de três cordões é difícil de arrebentar” (Eclesiastes 4.9-12).

Desde o princípio da criação Deus afirmou que “não é bom que o homem esteja só”, e criou para ele uma companheira, abolindo de vez o isolamento da vida. O ser humano requer amor, ajuda mútua e apoio de quem está em derredor. Isolado, ele se perde.

“Não consigo dormir; sou como um pássaro solitário em cima do telhado” (Salmo 102.7).

Em coletividade, o homem tem muita força.

“E afirmo a vocês que isto também é verdade: todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mateus 18.19,20).